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Pastoral da Acolhida

O Ministério da Acolhida é um elemento constitutivo da evangelização que revela o coração de Jesus cheio de misericórdia e de esperança. Sendo ela uma ação eclesial, o Ministério envolve a todos, pois “a evangelização é obra de todos e a unidade é a força motora de qualquer pastoral.

Assim como Deus nos acolheu como filhos pelo batismo e outras graças, devemos acolher os irmãos. Jesus foi o primeiro e grande acolhedor do Novo Testamento, como provam tantos episódios do Evangelho. O seu amor trabalha com o caráter de cada um, por exemplo: Pedro, Nicodemos, Levi, Zaqueu, Saulo de Tarso, etc. É o mesmo Jesus, o missionário do Pai que sai à procura de cada pessoa.

É importante manter em mente a quem queremos acolher, pois cada pessoa, inserida num contexto social, mantém a sua individualidade que deve ser respeitada ao ponto de ser considerada o alicerce sobre o qual se constrói a fé, a mensagem de Jesus. O Ministério visa respeitar para evangelizar a índole da pessoa, da sua cultura e do seu contexto sócio político. A História da Igreja primitiva nos mostra como os Apóstolos acolheram, de forma diferenciada, judeus e pagãos, gregos e romanos. Eles souberam inculturar a doutrina em diferentes ambientes. Hoje, nós vivemos num mundo de transformações rápidas e profundas. O nosso modo de acolher deve acompanhar este passo e encontrar estratégicas pastorais diferenciadas e adequadas à diversas situações e centros de decisões que afetam a vida do nosso povo. O Ministério da acolhida deve exercer um carinho especial para com os mais sofredores e os carentes de Deus Libertador.

Hospitalidade é Acolhimento, é saber atender/ouvir, responder, personalizar e orientar. O acolhimento é um trabalho interminável e muito dinâmico. Exige persistência, perseverança e criatividade. A pastoral da Acolhida deve deixar transparecer que os católicos também são pessoas vitoriosas e vencedoras. Passar uma imagem real de que o Catolicismo também aprova a prosperidade, para isso são exigidas Audácia e Coragem, porque Acolher é também ir além do âmbito interno da igreja. Há necessidade de sair, ir a campo, usar a criatividade para atrair e reconquistar os católicos que se afastaram da prática religiosa. Esse é o principal objetivo do Ministério da Acolhida, atrair e conquistar cada vez mais a comunidade, cultivando o sentido de que somos uma grande Família.

O Ministério da acolhida não se trata de mais um movimento, que eventualmente ficaria na porta da igreja para receber fiéis. Quer-se promover uma mentalidade que perpasse todas as pastorais e empenhe cada fiel no sentido de acolher, com carinho e fé, os irmãos e irmãs. Nem se limitará a receber os que vêm, para lhes dar as boas-vindas e criar em torno deles um ambiente de bem-querer, mas também irá àquelas pessoas que, por uma ou outra razão, não se aproximam de nós. Sentimo-nos impelidos a ir até elas. Nesse sentido, entende-se que evangelizar é acolher. Ninguém nos pode ser estranho ou excluído.

O espírito da acolhida deve permear todos os ambientes da Igreja. Privilegiará os afastados e os que mais necessitam de carinho. Precisamos criar um espírito de família. Não de uma família esfacelada eem crise. Aprendemosdas Diretrizes da Ação Evangelizadora que a essência da vida cristã é o amor. Por isso entendemos que católico verdadeiramente praticante é quem ama. E amor necessariamente tem nome próprio. Não se amaem geral. Sãopessoas concretas, que se procuram conhecer, acolher e amar.

  1. João, na sua Primeira Carta, dá a razão mais profunda de amor como essência da vida cristã. Poderíamos apelar para o mandamento de Cristo, que Ele chama de ‘novo’: como o termo mandamento, derivado de mandar, cheira a imposição, o discípulo explicita, na sua Primeira Carta: ‘Quem ama conhece a Deus’ (1 Jo 4,7). E inverte, para garantir que não exagerou nem se enganou: ‘Aquele que não ama não conhece a Deus’ (1 Jo 4,8). Isso significa que, quando alguém se professa ateu ou entra em crise de fé, o problema não é intelectual. Não se trata de idéias mal formuladas ou de argumentos racionais insuficientes. Em outras palavras: não é a cabeça que está em crise, mas o coração. Quem não crê em Deus tem o coração vazio: não ama, o que equivale a dizer: não sente e não faz uma experiência de Deus.

O próprio João nos dá a razão disso: ‘Deus é amor’ (1 Jo 4,8). Ele não cabe em nossas idéias, que são finitas e tiradas das coisas sensíveis, mas cabe no amor, que é participação de sua natureza. Quem ama, pelo próprio fato de amar, faz uma experiência de Deus. Sente Deus, mesmo que não consiga exprimi-loem conceitos. Porisso tinha, razão Pascal ao refutar os racionalistas de seu tempo. Dizia que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Quem experimenta sabe!

O Ministério da Acolhida leva-nos, pois, ao âmago da fé e da vida cristã. Começa em casa, entre os familiares; estende-se aos vizinhos, aos membros da comunidade e vai mais longe, para atingir os irmãos e irmãs de outras confissões religiosas, os afastados, os tristes, os sofredores. É o amor que não tem limites/fronteiras. Por ele somos capazes de dialogar com todas as pessoas e todas as instituições.

Cada irmão/irmã que se propõe a estar no Ministério da Acolhidaem uma Paróquiaprecisa ter a certeza no coração de que cada pessoa que ele acolhe é o próprio Jesus que nele se manifesta de maneira concreta.

Acolher: significa = admitir em sua casa ou companhia, receber bem, hospedar, amparar no sentido de prestar auxilio e sustentar na queda, preservar, apoiar, etc.

Todos nós precisamos aprender acolher do jeito de Jesus, que não olha o pecado mas o pecador, e agindo assim, ama aquele que chega,do jeito que chega.

Força irmãos na acolhida na nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana que sempre foi guiada pelo Espírito Santo e que suscita nos seus membros um novo ardor e novos métodos de evangelizar.

Contato: acolhida@paroquiasaomarcelino.org.br


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Sexta-feira: 18h - Adoração
Sexta-feira: 19h - Santa Missa
Sexta-feira, somente na última sexta do mês: 19h30 - Missa de Cura e Libertação
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Domingo: 7h, 10h e 19h - Missas Dominicais

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