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Reflexões sobre a fé › 04/10/2019

REVELAÇÃO (segunda parte)

Rio de Janeiro, 04 de outubro de 2019.

Dando continuidade ao tema, é dogma que a Revelação pública de Deus foi encerrada em Jesus Cristo. Cristo é a plenitude da Revelação e não há de haver outra pública até a sua segunda vinda gloriosa. Mas, no tempo da Igreja, podem ocorrer as revelações privadas ou particulares como algumas que já foram reconhecidas pela autoridade da Igreja, como por exemplo, as aparições de Nossa Senhora. Todavia, não pertencem ao depósito da fé e seu papel não é aperfeiçoar ou completar a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época (cf. CIC 65-67).

Assim, os fiéis devem, seguindo os ensinamentos do Magistério da Igreja, saber discernir e guardar, nas revelações particulares, o autêntico apelo de Cristo ou dos seus santos à Igreja para se viver conforme o verdadeiro depósito da fé (cf. CIC 67). Por isso, não se pode aceitar revelações particulares que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação. É o que acontece com certas religiões não-cristãs e certas seitas recentes, fundadas sobre tais revelações.

Porém, após conhecer o que é Revelação, podemos dizer que ela consiste num belo projeto salvífico de Deus para o homem marcado pelo pecado original. É iniciativa de Deus, por meios das Alianças, resgatar a comunhão plena entre Criador e criatura. Ela é um plano perfeito de amor, ao qual somos chamados à adesão pela fé, que tem como pilares as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.
É pela Revelação que o homem conhece a razão do seu existir e encontra a resposta para compreender o verdadeiro sentido da vida, da morte e a felicidade plena a que é chamado. O Catecismo define muito claramente por que razão Deus criou o homem sua imagem e semelhança (cf. Gn 1-2) e o chama a alcançar a bem-aventurança eterna:

“Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja. Para tal, enviou o seu Filho como Redentor e Salvador na plenitude dos tempos. N’Ele e por Ele, chama os homens a tornarem-se, no Espírito Santo, seus filhos adotivos e, portanto, herdeiros da sua vida bem-aventurada”; (CIC 1).

Mas, para o homem alcançar a dignidade de filho adotivo de Deus, ele deve ultrapassar as exigências da natureza humana, o que se chama ordem sobrenatural. Nada tem haver com milagres e portentos. Implica em um dom de Deus invisível (graça santificante) que põe o cristão em íntima comunhão com Ele. O chamado a essa ordem sobrenatural inicia-se no Antigo Testamento e atinge sua plenitude no Novo Testamento em Jesus Cristo. Ela continua na História pela Igreja com a religião cristã ou o Cristianismo. Todavia, é necessário ao homem aceitar e aderir a Revelação pela fé.

Resumindo: A Revelação pública de Deus encorreou-se em Jesus Cristo. Mas ainda há o que ser desvendado e explicado pelo Espírito Santo como afirma Jesus (cf. Jo 16,13). As revelações particulares não pertencem ao depósito da fé, mas sem o modificarem o auxiliam. Contudo, apesar da Revelação, a adesão do homem a esse projeto de amor se dá pela fé, tema dos próximos encontros.

Diácono Rogério

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